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O Homem das Multidões (Cao Guimarães, Marcelo Gomes, 2013)

  • Foto do escritor: Fernanda Franco
    Fernanda Franco
  • 13 de out. de 2025
  • 1 min de leitura

Como ainda conectar-se à vida diante de tantos excessos? O cansaço que é quando apenas “funcionamos”. Este filme delicadamente, como um ponto de fuga, nos abre novas direções de silêncio de onde a potência do instante nos observa. Como tecer um outro uso da linguagem/palavra/gesto que nos intensifique a presença? Brotação. Num mundo cada vez mais interessado em organizar nossos corpos e tempos, ruas, estradas e prédios, atropelando e escurecendo. Encontrar então um ritmo próprio, um caminho, uma fenda, por onde o vento possa luminosamente entrar: abrir outra janela, fazer outras curvas, desviar pela primeira vez.



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