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Cinema com café



Kanikuly (Anna Kuznetsova, 2023)
Este drama cômico russo é um achadinho cinematográfico. Uma professora leva seus alunos a uma viagem para um festival de teatro infantil. Ao longo do caminho, o grupo se depara com afetos, transformações e burocracias mundanas. Vemos nos pequenos gestos fluxos de sentimentos, medos, mudanças, amizade. A direção consegue uma leveza delicada, deixando que os diálogos sejam basicamente marcados por olhares cheios de duração, silêncios e falas simples.

Fernanda Franco


All Her Fault (Minkie Spiro, Kate Dennis, 2025)
Nesta minissérie, um mistério envolvendo o desaparecimento de uma criança é investigado. A trama se torna interessante enquanto retrato contundente e visceral da nossa sociedade atual, expondo a normalização dos privilégios masculinos, que vão desde a desigualdade na distribuição das tarefas domésticas e cotidianas, escalando para dinâmicas abusivas ainda mais complexas, que com frequência atravessam as relações sociais e familiares. A série teve indicação ao Globo de Ouro 20

Fernanda Franco


O Filho de Mil Homens (Daniel Rezende, 2025)
Um filme que é um grito e um silêncio. Uma ternura que se instala alargando tudo - inclusive as nossas janelas, nossos olhos de ver. Daquilo de que somos feitos, resta-nos amar o que amamos, ouvindo a alegria que acende o fundo do mar. O afeto faz a gente precisar menos das palavras. A realidade apreende o que sonhamos, daí que precisamos sonhar mais. E libertar todo grito guardado. Tirar a poeira dos sonhos. E acordar.

Fernanda Franco



Fernanda Franco


Frankenstein (Guillermo del Toro, 2025)
Neste filme baseado no clássico literário de Mary Shelley “Frankenstein ou o Prometeu moderno”, o humano é retratado como um ser decadente, obcecado em eternizar-se, contando predominantemente com os pressupostos da ciência, sem antes (ou ao mesmo tempo) ter exercitado suas instâncias afetivas, suas potências mais fundamentais – essas tão atrofiadas ainda. A narrativa nos provoca sobre o quão primitivos, predatórios e destrutivos ainda somos – apesar da nossa complexidade nos

Fernanda Franco


O Homem das Multidões (Cao Guimarães, Marcelo Gomes, 2013)
Como ainda conectar-se à vida diante de tantos excessos? O cansaço que é quando apenas “funcionamos”. Este filme delicadamente, como um ponto de fuga, nos abre novas direções de silêncio de onde a potência do instante nos observa. Como tecer um outro uso da linguagem/palavra/gesto que nos intensifique a presença? Brotação. Num mundo cada vez mais interessado em organizar nossos corpos e tempos, ruas, estradas e prédios, atropelando e escurecendo. Encontrar então um ritmo próp

Fernanda Franco


Solitude (Ninna Pálmadóttir, 2023)
Um homem cujos amigos eram as montanhas, os cavalos e as águas, se vê solitário ao recomeçar a vida na cidade. No caminho ele conhece um...

Fernanda Franco


Meu Bolo Favorito (Maryam Moghaddam, Behtash Sanaeeha, 2024)
Quando uma coisa de repente se torna outra e nos apanha de um jeito inesperado — que nunca sabemos muito bem o que esperamos ou como o...

Fernanda Franco


Meu Amigo Totoro (Hayao Miyazaki, 1988)
Neste anime belíssimo e repleto de delicadezas, nos é revelado o que apenas o olhar da criança pode ver. Entre memórias longínquas da...

Fernanda Franco


Ghost Dog: O Caminho do Samurai (Jim Jarmusch, 1999)
Neste drama filosófico repleto de pitadas cômicas, percorremos a cultura oriental através do olhar de Ghost Dog, um homem simples que...

Fernanda Franco


Flow (Gints Zilbalodis, 2024)
Nesta obra, protagonizam um gato, um lêmure, uma cegonha, um cão e uma capivara, O filme é todo uma experiência de silêncio, confiança e...

Fernanda Franco
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