Não Me Toque (Adina Pintilie, 2018)
- Fernanda Franco

- 17 de jan.
- 1 min de leitura
Com uma linguagem incomum, este filme romeno acompanha as experimentações de uma mulher que deseja (re)aprender a se conectar e a construir intimidade com outros seres humanos. Para isto, ela busca profissionais que possam ajudá-la nesse processo, proporcionando-lhe experiências de expressão e liberação física e emocional. Ao longo do caminho, ela se depara com seus medos e anseios – que muitas vezes acontecem ao mesmo tempo – e com o paradoxo das máscaras sociais criadas justamente a partir de um lugar de quem precisa ser ou mostrar ser alguma coisa para se sentir amado. Mesclando ficção com uma tônica documental, nos vemos diante do que parece ser um ensaio corajoso sobre a intimidade e a vulnerabilidade humana. Assim, este drama problematiza temas sensíveis e existenciais de uma forma nada convencional, e apesar de ter sido premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim 2018, foi alvo de críticas bastante polarizadas. Ao meu ver, por ser uma narrativa que afirma a coragem e a experimentação (começando pela própria linguagem do filme) e por evocar temas humanos tão delicados, a própria experiência de assistir acaba proporcionando uma experimentação interessante, podendo nos abrir a novas sensorialidades e percepções.





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