top of page

Folhas de Outono (Aki Kaurismäki, 2023)

  • Foto do escritor: Fernanda Franco
    Fernanda Franco
  • 31 de mar.
  • 1 min de leitura

Que alívio é assistir a um filme em que não somos bombardeados por mil fatos em um segundo. Esta comédia dramática finlandesa é uma preciosidade – dessas que nos alargam um pouco a existência. Com uma atmosfera terna e provocativa, um ritmo simples e uma poética minimalista, diálogos enxutos e nenhuma pirotecnia, cada silêncio dá corpo às cenas, cada coisa durando o seu tempo. A história conta do afeto que flui através do encontro que acorda seus personagens extremamente solitários (não necessariamente solitários de pessoas, mas de boas conexões, de encontros cintilantes, intensificadores). Assim, o filme já nas primeiras cenas anuncia uma espécie de estado de coma em que vivemos, seja através de guerras estúpidas ou de barulhos monótonos e repetitivos, como os bipes da máquina registradora do supermercado: eles não se assemelham à batida apática de um corpo que apenas funciona de modo mecânico e automático? O filme recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2023.



Comentários


©2023 por Cinema com café

bottom of page