Tarja Branca (Cacau Rhoden, 2014)
- Fernanda Franco

- 29 de ago. de 2025
- 1 min de leitura
Num mundo acelerado de pessoas tristes e cansadas, o tempo e a energia são capturados para servir — não à própria potência e à vida — mas à engrenagem capitalista do acúmulo, da produtividade e da negação do ócio (negócio). A provocação afetiva neste documentário essencialmente nos remete a um encontro com a força em nós que brinca, que dança, que canta e que se conecta com o mundo à sua própria maneira. Cuidar para que essa inocência tenha espaço e ambiência para se expressar e se conectar talvez seja o nosso trabalho mais importante durante uma vida inteira. Experimentar, então, a partir dos lugares ainda não capturados em nós, as instâncias do tempo, do corpo, do espaço e das relações — como quem dança e espera, dança e espera. Ao nos encontrar formatados, cansados e entorpecidos, este filme chega em tempo de nos acordar memórias e nos acender lugares que apenas estão à espera. Como uma criança nos chamando para brincar.





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