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O Enigma de Kaspar Hauser (Werner Herzog, 1974)

  • Foto do escritor: Fernanda Franco
    Fernanda Franco
  • 25 de set. de 2025
  • 1 min de leitura

Neste filme alemão, estamos diante de um homem que cresceu isolado dos estímulos humanos, sem a intervenção da sociedade. Após ser encontrado e adotado, Kaspar Hauser aprende o que é considerado necessário para conviver coletivamente e se tornar uma pessoa civilizada. No entanto, mesmo já com algum domínio da linguagem, Kaspar se apresenta como um contraste ao conceito de normalidade, já que ele existe, não (apenas) a partir de normas ou comportamentos ensinados, mas através de um modo próprio de olhar e se relacionar com a vida. Com cenas que oscilam entre a leveza cômica e a poesia do singelo, a direção consegue produzir ao mesmo tempo um retrato generoso, uma celebração e uma crítica: quando a relação com o mundo não se limita aos sentidos domesticados, mas passa por uma conexão direta e singular com a existência, o pensamento e a sensibilidade se apresentam com toda sua potência genuína.



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