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Bigbug (Jean-Pierre Jeunet, 2022)

  • Foto do escritor: Fernanda Franco
    Fernanda Franco
  • 11 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 13 de jul. de 2025

Num futuro não tão distante, onde casas e cidades são administradas quase que completamente por robôs, humanos são sujeitos às regras e à governança de IAs. Esta comédia ácida de ficção científica francesa nos faz pensar sobre quais seriam as instâncias, habilidades e comportamentos tão essencialmente humanos, que a tecnologia artificial não poderia incorporar e reproduzir. Existirá esse limite? A pergunta que poderia ser assustadora é conduzida, no entanto, com muita ironia e sarcasmo, como quem ri de nervoso. Marcado predominantemente por cores e elementos gritantemente contrastantes, o filme anuncia e problematiza a todo tempo as dicotomias da vida humana: as que já existem e as que virão. Os robôs, enquanto criações humanas, seriam então apenas uma forma de perpetuar as nossas próprias dicotomias e modos de estar na vida, uma vez que são máquinas e apenas reproduzem programações, ainda que complexas? Em algumas cenas isso fica nítido e chega a ser constrangedor, como por exemplo nos comerciais em que os humanos são humilhados e escravizados pelos robôs (uma clara analogia a um modo impotente de estar na vida, que domina, escraviza e come tudo o que encontra pela frente). No fim das contas, enquanto não estiver a própria vida no centro das existências, o resultado não poderia ser diferente do que já é.


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