Já nas primeiras cenas deste drama francês, conhecemos Nicole, uma mulher solitária de 52 anos que vive com seu filho em um apartamento cheio de plantas artificiais. Imitando um passado que já não existe mais, ela meio que decreta para si um excesso e uma impossibilidade. A direção, que mira na complexidade e beleza das relações humanas, parece valorizar o impacto dos afetos imediatos: o bairro onde moramos, os comércios próximos, a vista da janela, as pessoas que encontramos